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CONTO - OS VENCEDORES
Descrição: (Alda de Cássia Ferreira )

 


 

Numa noite chuvosa, de muitos relâmpagos, um grupo de crianças encontrava-se numa colônia de férias. Meninos e meninas estavam misturados, poucos eram os adultos ali presentes, talvez coordenadores. Por alguns minutos foi difícil entender o que estava acontecendo em uma das barracas montadas.Todos falavam ao mesmo tempo e na mesma hora. Então se ouviu um apito vindo do fundo da barraca. Todos se calaram.O silêncio chegava a doer neste instante.

 

_ “Vamos nos organizar !”  (Falou Pedro Henrique )

_ “Quem é você para pedir isso?” (Indagou Eduardo Luiz).

_“Sou o mais velho do grupo e tive uma ideia. Vamos fazer um torneio. Vamos dividir o grupo em dois. Os da direita terão caras de cutia e os outros caras de tamanduá” .

 

                    Todos gostaram da ideia e dividiram-se. A barraca era pequena, mas com jeitinho tudo deu certo. Só que era preciso estipular o prêmio. O que seria? Após inúmeras sugestões, foi aprovada a proposta da Ana Flávia, a mais tímida do grupo, que dificilmente sorria desde que chegou ao grupo. Seria entregue a torta de chocolate da sua mãe como premiação.

 

                    Como decidir qual o grupo começaria? Foi jogado um dado e os caras de tamanduá ganharam. A regra seria contar uma história sobre qualquer assunto, mas que houvesse uma mensagem de amizade como referência.

 

_ “Todos prontos !!!! Que vença o melhor !!!!” (Disse Pedro Henrique.

 

_ “A história que vou contar a vocês é verdadeira. Não direi mentiras. Não aumentarei os fatos. Prometo! Falo sério gente!”

 

Ouviram vaias nesse momento.O Miguel nunca foi de falar a verdade. Agora ...

   “Era uma manhã de muita neblina. A estrada estava escorregadiça e os ventos eram muito fortes naquele momento. O motorista Cesar Augusto não possuía uma boa visibilidade do caminho a seguir.

 

                            A poeira fazia cócegas no nariz das crianças, que atrás do banco traseiro estavam encolhidas de frio. O frio intenso fez com que Vitor pedisse para o pai que fechasse a janela.

 

                O pai retruca: ‘’Não posso filho!” Caso contrário a minha visão será prejudicada. Vou fechar um pouquinho”. Ao abaixar a cabeça, perde a direção e algo bate no retrovisor do carro. Um vulto sai correndo, gritando e uivando. Foi uma cena forte,  pois, em suas mãos havia um cachorro já sem vida.”

 

-“Creeedo! Não quero mais ouvir! Estou com medo! Isso é história pra contar logo agora que é meia-noite ... “ (Gritou Stella)

 

_ “... Qualquer históriaaaaa ... Foi isso, que disseram! (Disse Miguel aborrecido com a interrupção). Agora então, conte a sua. Quero ver se é melhor que a minha sabichona !!!!

 

Mesmo assim, quase todos aplaudiram a história. As meninas acharam triste demais.Um cachorro atropelado era demais para os corações românticos.

 

_ “Agora, contarei a minha história” (disse Ana Clara)

   "Era uma vez, uma abelha muito esquisita, sendo vesga, todas às vezes que tentava tirar o néctar das flores  acabava colocando o seu nariz no formigueiro. Sua mãe, a Rainha Karina, intrigava-se e conversava com o seu marido zangão sobre a pequena abelha:

 

_ “Nossa filha é esquisita! Todas as abelhas operárias comentam”: “Ela é vesga”. Dizem. “Será? Como posso ter uma filha vesga como herdeira do meu trono? Se não enxerga um mel a sua frente.. Sua colmeia será grudenta e desorganizada.”

 

-“Coisas de adolescente, minha esposa abelha rainha. Você sabe como são!”

 

        Entra, na colmeia o confuso e sábio mestre abelhudo. “Minha nobre cara rainha abelha, meus estudos me permitem refletir sobre o contexto de nossa abelha vesga, isto é, com um olhar diferente. O processo de maturação vem de um desenvolvimento maior. O processo talvez venha de dentro para fora e não vice-versa. Espero que minha digníssima rainha abelha tenha entendido o meu parecer.”

 

_ “Caro sábio, devo dizer que  ... saia da minha frente, porque mando cortar seu confuso cérebro em pedaços! Vá filosofar pra lá!” ... (Gritou  a Rainha)

 

                   Laura era uma abelha solitária. Brincava sozinha. Gostava de ficar olhando para a fazenda, onde de lá podia admirar os cavalos, porcos e belas flores de um jardim.

Certo dia, ao ouvir o canto dos pássaros que faziam sua sinfonia matinal, viu a aproximação de um belo zangão. De imediato, baixou a cabeça para que não fosse vista. Porém, o zangão já tinha avistado aquela formosa abelha.

 

_ Não se preocupe, minha linda abelha. Não lhe farei mal. Vim de uma colméia distante e procuro uma sombra para descansar. Qual é o seu nome ?” ... ( Silêncio )

 

_ “O meu é Antonio José !”

_ “... Laura: Por que desejas saber o meu nome?”

_ “Na minha colmeia, o nome é a nossa identidade e nele que procuramos respeitar o outro em sua essência. Alguém sem um nome não possui um passado e não terá um futuro de realizações. Cada um é belo quando tem um nome, pois nele foi depositada a esperança de um casal que deseja perpetuar seus ensinamentos e valores. E o seu é tão lindo como você.”

 

             A pequena abelha conversou com o zangão por horas. Ao anoitecer despediram-se. Ela ainda quis conversar, mas a noite chegava e o pôr-do-sol escondia nas bochechas das montanhas sua luz.

 

_ “Antônio, por que você me achou bonita? Sou diferente. Sou vesga e na minha colmeia sou excluída. Não entendo!”

 

_ Você é bela sim ! O criador do universo a fez você assim para encontrá-la no meio das outras abelhas e poder reconhecê-la. Umas nascem com um sinal na ponta do nariz, já que o Criador deixou um pouco de tinta cair a mais. Outra, puxando da perna, para que Ele possa alcançá-la rápido ao lhe dar um abraço no meio do dia e tem aquelas que não conseguem falar, mas o seu olhar nos falar sempre de Amor do Pai .”

 

             Com o fim da história, todos ovacionaram Ana clara e por certo não esperavam que ela dividisse a torta com todos, pois todos são vencedores por acreditar na beleza em que o criador nos retratou.

 

 

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Alda de Cássia Ferreira
alda-cassia@ig.com.br
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